Foi doloroso. Foi como um murro no estômago. Foi como
viajar no tempo e ver todos aqueles meses passarem diante dos meus olhos.
Quando já tinha perdido a esperança de que, alguma vez, me pudesses voltar a falar, recebo, inesperadamente, notícias como há tanto pedia. Um sinal, um simples “estou bem”, esperei meses, olhei horas para o telemóvel. E agora foi como um flash back. Sinto-me atónita e nem que palavras escolher, é como uma mistura de sensações.
Estou feliz, não te desejo mais. Passei meses em ilusões contínuas, na esperança de que pudesse voltar a desejar alguém, e agora, não te desejo mais.
Estás frio e continuas com a tua melhor característica, ironia, que te faz dizer muitas verdades. Não esperava muito de ti, nem esperava que durasse pouco mais de cinco minutos de uma conversa minimamente cordial, mas conseguiste superar e ao longo de uns bons 20 minutos conseguiste dizer de quase tudo. Como sempre, tentaste ferir-me, mas desta vez sinto-me bem. Acabou, tinhas mesmo razão, é como aquelas histórias dos livros com finais felizes e sinto que esta também teve um final feliz.
Hoje, sei que vou dormir sobre a minha almofada seca, sem qualquer pensamento negro em mim, porque o mais difícil já foi feito, e depois do murro no estômago, vem sempre o alívio, o alívio de já não estar presente.
Quando já tinha perdido a esperança de que, alguma vez, me pudesses voltar a falar, recebo, inesperadamente, notícias como há tanto pedia. Um sinal, um simples “estou bem”, esperei meses, olhei horas para o telemóvel. E agora foi como um flash back. Sinto-me atónita e nem que palavras escolher, é como uma mistura de sensações.
Estou feliz, não te desejo mais. Passei meses em ilusões contínuas, na esperança de que pudesse voltar a desejar alguém, e agora, não te desejo mais.
Estás frio e continuas com a tua melhor característica, ironia, que te faz dizer muitas verdades. Não esperava muito de ti, nem esperava que durasse pouco mais de cinco minutos de uma conversa minimamente cordial, mas conseguiste superar e ao longo de uns bons 20 minutos conseguiste dizer de quase tudo. Como sempre, tentaste ferir-me, mas desta vez sinto-me bem. Acabou, tinhas mesmo razão, é como aquelas histórias dos livros com finais felizes e sinto que esta também teve um final feliz.
Hoje, sei que vou dormir sobre a minha almofada seca, sem qualquer pensamento negro em mim, porque o mais difícil já foi feito, e depois do murro no estômago, vem sempre o alívio, o alívio de já não estar presente.
Beatriz Pessoa

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