Com o tempo, habituas-te a ser espezinhado pelas outras pessoas, pela vida, pelos acontecimentos. A verdade, é que vais sempre achar que a vida se pode tornar previsível perante os teus olhos, mas nem o simples facto de respirares é previsível, neste segundo respiras, no a seguir...ninguém sabe.
Aprendes a lidar com o facto de que as pessoas não são perfeitas, que tu próprio tens mais defeitos que uma maqueta estragada pelo tempo, que as pessoas te magoam a todo o momento, sem quê nem porquê, que as pessoas se aproveitam de ti, da tua generosidade, da tua vulnerabilidade, de tudo o que te faz sentir débil. Aparecem, desaparecem, voltam a aparecer, a tua vida é um constante rodopio de visitas inesperadas por breves ou longos momentos, na certeza de que, os longos, criam raízes em ti.
Aprendes que todos te querem ver bem, mas nunca melhor que eles, que tens que construir o teu próprio caminho, as tuas próprias escadas, o tua própria fortaleza.
Aprendes que não podes confiar em ninguém, que nem em ti mesmo consegues confiar, que muitas vezes és guiado por estímulos inconscientes que te levam a fazer coisas que não imaginavas fazer.
Aprendes que os braços da tua mãe vão ser sempre o melhor lugar do mundo, o lugar onde podes chorar, dormir tranquilamente e sentir-te protegido.
Até lá, vive, erra, ama, ama-te, desilude-te, supera-te.

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